terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cientista brasileiro cria o primeiro mouse ocular do mercado.


Uma tecnologia revolucionária está prestes a ganhar o mercado: o Mouse Ocular. Trata-se de um aparelho que possibilita aos deficientes físicos com tetraplegia o acesso irrestrito ao uso de computadores.



Funciona assim: rastreadores eletrônicos fixados ao rosto do usuário capturam e codificam digitalmente os movimentos do globo ocular, convertendo-os em sinais elétricos que são enviados ao PC por um software para executar cada função. Uma piscada mais forte, por exemplo, é “entendida” pelo sistema como o acionamento do botão esquerdo do mouse tradicional. E o que é melhor de tudo é que isso foi desenvolvida por uma empresa brasileira.

Tecnologia Assistidas na Educação

Tecnologias assistivas são recursos e serviços que visam facilitar o desenvolvimento de atividades da vida diária das pessoas com deficiência.
Objetivos:

Proporcionar à pessoa com deficiência uma vida independente, com inclusão e qualidade de vida.

Promoção da ampliação de uma habilidade funcional deficitária.

Promoção da realização da função desejada e que se encontra impedida por circinstância de deficiência ou envelhecimento.

Aumentar capacidades funcionais e, assim, promover a autonomia e a independência de quem as utiliza.

Ampliação de sua comunicação na integração com família, amigos e sociedade.

Promoção de sua mobilidade e controle de seu ambiente.

Instrumentos são aqueles que requerem habilidades específicas do usuário para serem utilizados, por exemplo, uma cadeira de rodas, que precisa ser conduzida pelo usuário.

Equipamentos são os dispositivos que não dependem de habilidades específicas do usuário, por exemplo, óculos, sistema de assento,aparelhos auditivos, lupas.
 
O uso da tecnologia no processo de inclusão escolar

Ao longo da história, a tecnologia vem sendo utilizada para facilitar a vida dos homens. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia é a diferença entre o “poder” e o “não poder” realizar ações.

Adaptações ambientais como: rampas, barras nos corredores, banheiros e sala de aula, tipo de piso, sinalização dos ambientes, iluminação e posicionamento da criança dentro da sala de aula considerando sua possibilidade visual.

Adaptação postural da criança na classe com a adequação da sua cadeira de rodas ou carteira escolar e adequações posturais nas atividades das aulas complementares ou de lazer.

O processo de ensino-aprendizagem com a confecção ou indicação de recursos como: planos inclinados, antiderrapantes, lápis adaptados, órteses, pautas ampliadas, cadernos quadriculados, letras emborrachadas, textos ampliados, máquina de escrever ou computador.

O recurso alternativo para a comunicação oral com a utilização de pranchas de comunicação ou comunicadores.

A independência nas atividades de vida diária e de vida prática com adaptações simples como argolas para auxiliar a abertura da merendeira ou mochila, ou copos e talheres adaptados para o lanche.

Inclusão nas Escolas

Esta prática está relacionada no reconhecimento e aceitação por parte da comunidade escolar. Para que haja o respeito às diferenças é necessário que se oportunize recursos necessários para sua aprendizagem. Isso pode ocorrer de maneira simples, como por exemplo: uma escrita com letras grandes, soltas, a adaptação no tamanho das letras das provas, e inclusive adaptações em computadores.

 
Recursos de acessibilidade ao computador

 
Conjunto de hardware e software especialmente idealizado para tornar o computador acessível, no sentido de que possa ser utilizado por pessoas com privações sensoriais e motoras.

São exemplos de equipamentos de entrada os teclados modificados, os teclados virtuais com varredura, mouses especiais e acionadores diversos, softwares de reconhecimento de voz, escâner, ponteiras de cabeça por luz entre outros.

Como equipamentos de saída podemos citar a síntese de voz, monitores especiais, os softwares leitores de texto (OCR), impressoras braile e o linha braile.
 

Qual a relação entre Tecnologias Assisitivas e educação? Como é a realidade brasileira em se tratando de Tecnologias Assistivas?

Tecnologias Assistivas



A TA deve ser entendida como um auxílio - recursos e serviços – “que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência ou pelo envelhecimento.”

Seu objetivo é proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade. Pode variar de um par de óculos ou uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado.

O serviço de TA auxiliará, a partir da avaliação do usuário, na seleção ou confecção do recurso apropriado, na elaboração de estratégias para um bom desempenho funcional e na aplicação e ensino de utilização do recurso, em prática contextualizada, na tarefa pretendida.

Os serviços de TA comumente envolvem profissionais de áreas como a: terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, educação, psicologia, enfermagem, medicina, engenharia, arquitetura, design e técnicos de muitas outras especialidades.

Não há uma classificação única e definitiva para as TAs, podendo-se incluir auxílios para a vida diária e/ou prática - tais como talheres modificados, suportes para utensílios domésticos (alimentação), roupas de manuseio facilitado, recursos para transferência, barras de apoio passando por órteses e próteses; mobiliário e adaptações;
 
a adaptações de hardware e softwares; em áreas de necessidade pessoal como comunicação, mobilidade, transporte, educação, trabalho, lazer e outras.
 
A TA é entendida como o recurso do usuário, da pessoa com deficiência e atende sua necessidade pessoal de desempenhar funções do cotidiano de forma mais independente. Todo projeto para prescrição e utilização de um recurso TA implica no envolvimento direto de seu usuário, do conhecimento de seu contexto e deve, portanto, valorizar suas intenções funcionais, bem como suas competências atuais, que serão "ampliadas" pela utilização do recurso proposto. Também o contexto, meio onde a pessoa com deficiência está ou deseja estar inserida, pode necessitar adequações no sentido de promover acessibilidade e possibilidades de seu desempenho autônomo em tarefas por ele exigidas.

Cabe salientar que apenas alguns centros universitários em nosso país estão dando os primeiros passos neste tema da TA e que a formação de nossos profissionais brasileiros, que poderiam estar envolvidos com a temática da TA, ainda é muito pequena, não sendo este um assunto obrigatório nas graduações da saúde, reabilitação, educação e nem mesmo das engenharias.

Constata-se que ainda existe um desconhecimento das várias áreas de atuação profissional, que poderiam estar envolvidas em pesquisas e práticas de TA e sabemos que os cidadãos brasileiros com deficiência não conhecem seus direitos de acesso à TA, conforme consta em nossa legislação; e mesmo que os serviços públicos não estão organizados no sentido da promoção de vida independente e inclusão.

Quando acontecer, de fato, a inclusão dos nossos "pacientes" e "alunos com deficiência", sujeitos então de seu próprio desenvolvimento e atores no seu processo de reabilitação e educação, seremos obrigados a rever nossos conceitos e nossas ações.

A cartilha: "O Acesso de Alunos com Deficiência às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular", editada com o apoio de Ministério da Educação, através da SEESP, caracteriza o atendimento educacional especializado como "aquilo que é necessariamente diferente do ensino escolar para melhor atender às especificidades dos alunos com deficiência. Isto inclui, principalmente, instrumentos necessários à eliminação de barreiras que as pessoas com deficiência têm para relacionar-se com o ambiente externo. Por exemplo: o ensino da língua brasileira de sinais (LIBRAS), do código braile, uso de recursos de informática e outras ferramentas tecnológicas, além de linguagens que precisam estar disponíveis nas escolas comuns para que elas possam atender com qualidade aos alunos com deficiência".

Percebemos, então, que o tema da TA transcende à atuação restrita da Saúde / Reabilitação, inserindo-se apropriadamente no campo da educação. Nela, esta temática deve ser área do conhecimento e da prática da educação especial, pois favorecedora da inclusão escolar, tem a cumprir um papel de extrema importância.

Todos os recursos de TA produzidos, importados e comercializados em nosso país ainda estão vinculado à temática, quase que exclusiva, da reabilitação e são divulgados em feiras que acontecem paralelamente a eventos desta área do conhecimento. Muitos dos que atualmente trabalham, tanto na reabilitação, como no desenvolvimento destes recursos, desconhecem o conceito e a prática da TA. Para os próprios profissionais há a confusão ou não distinção do que seja tecnologia de reabilitação e tecnologia assistiva.

No Brasil encontramos comercializados recursos de alta qualidade no que diz respeito a órteses, próteses, cadeiras de rodas, acessórios de adequação postural, informática e demais recursos para cegos, comunicação aumentativa e alternativa e recursos de informática para deficientes físicos, recursos para surdos, entre outros. No entanto, este grupo de profissionais ainda não se organizou como parte de uma única rede. Podemos também afirmar que são poucos os cidadãos brasileiros com deficiência que usufruem a TA em alguma de suas modalidades.

É importante ressaltar que as decisões sobre os recursos de acessibilidade que serão utilizados com os alunos, têm que partir de um estudo pormenorizado e individual, com cada aluno. Deve começar com uma análise detalhada e escuta aprofundada de suas necessidades, para, a partir daí, ir optando pelos recursos que melhor respondem a essas necessidades. Em alguns casos, é necessária também a escuta de diferentes profissionais, como terapeutas ocupacionais ou fisioterapeutas, ou outros, antes da decisão sobre a melhor adaptação.


Acessibilidade "Um direito muito especial"

Entendemos por acessibilidade a adapatação de locais, produtos, serviços e informações a pessoas com necessidades especias permitindo o acesso de todos ao maior número de serviços possíveis, independente de suas capacidade físicas, motoras ou intelectuais, removendo assim, qualquer tipo de barreira.

Sabemos que o acesso de todos a uma vida independente e a inclusão ainda é um grande desafio e requer a vontade de toda a sociedade. Leis para amparar este acesso é o que não falta.

A tecnologia e a ciência também já evoluíram, e muito, neste sentido mas é necessário ainda, que todos tenham o acesso, principalmente ao que a tenologia oferece.

Outra questão bastante importante: de nada adianta existir uma grande gama de leis sobre acessibilidade se esta não é conhecida, ou mesmo ignoradas, por aqueles que deveriam se beneficiar dela para tornar sua vida mais acessível a qualquer tarefa do dia-a- dia. Desta forma, é fácil ignorá-la.

Todos os serviços que dão acesso a pessoas com necessidades especiais não devem ser vistos como simplesmente um consolo ou conforto, deve ser encarado como uma forma de incluir e dar maior independência a quem dela necessita.

O que é Sala de Recursos?

É um ambiente de natureza pedagógica, orientado por professor especializado, que suplementa (no caso dos superdotados) e complementa (para os demais alunos) o atendimento educacional realizado em classes comuns da rede regular de ensino. Esse serviço realiza-se em escolas, em local dotado de equipamentos e recursos pedagógicos adequados às necessidades educacionais especiais dos alunos, podendo estender-se a alunos de escolas próximas, nas quais ainda não exista esse atendimento. Pode ser realizado individualmente ou em pequenos grupos, para alunos que apresentem necessidades educacionais especiais, em horário diferente daquele em que freqüentam a classe comum.

Fonte: Mec – Secretaria de Educação Especial

MicroFênix 2.0

Existe, uma parcela significativa, entre as pessoas com deficiências motoras, que ainda não tiveram a oportunidade de demonstrar plenamente seus potenciais, pois apresentam limitações, que dificultam as interações com o meio.O Projeto do programa microFenix v 2.0 foi criado, visando fazer do microcomputador um instrumento valioso no processo de inclusão social dessas pessoas.

O nome do programa teve como inspiração o pássaro Fênix, que é um personagem da mitologia grega. Segundo conta a história, o Fênix era um grande pássaro, semelhante a uma águia, que vivia 500 anos. Depois, de viver todo esse tempo, o Fênix colocava fogo em seu próprio ninho e se deixava consumir pelas chamas, fazendo seu corpo se transformar em cinzas, e dessas cinzas renascia um novo Fênix, que vivia mais outros 500 anos.
Essa figura mitológica nos faz refletir a respeito do potencial de superação existente em todo e qualquer ser humano. No momento em que ficamos imobilizados ou por deficiências, ou por doenças, ou por dificuldades diversas, nos sentimos como um Fênix, que deixa seu corpo ser consumido pelas chamas de fogo até chegar às cinzas. Mas quando nos conscientizamos do valor de nossas vidas e deixamos que renasça em nós um novo Fênix, partirmos então em busca de todos os meios possíveis, para que , apesar de nossas limitações, nossos vôos sejam cada vez mais altos.
O microFênix v 2.0 é uma ferramenta capaz de proporcionar, a muitas pessoas, o renascimento de potencialidades, que, até então, estavam encobertas pelas cinzas das limitações de coordenação motoras e/ou de comunicação. Sendo assim, a utilização desse programa, não apenas, proporcionará aos seus usuários, o acesso ao computador, para, entre muitas outras coisas, realizar trabalhos, jogar ou navegar na internet, mas também contribuirá para que essas pessoas atinjam progressivas alturas nos vôos de suas vidas.
O programa simula o uso do mouse e teclado, e possibilita a ativação de programas e funções no ambiente Windows, de forma bastante acessível. A interação com o programa, através da qual é possível comandar as ações desejadas, é feita através de menus que aparecem na tela. As opções contida nos menus são iluminada uma após outra, até que o usuário use o acionador para afirmar a escolha de opção.
O microFênix v 2.0 permite o uso dos seguintes tipos de acionadores:

a) Microfone - o usuário emite um som qualquer para acionar uma das opções contidos nas telas de menu

b) Tecla Control da esquerda do teclado - o usuário pressiona essa tecla para acionar uma das opções contidas nas telas de menu


Logo que o programa for aberto aparecerá a seguinte tela:


 
Esta tela oferece duas opções de definição de configuração do programa, são elas:
Volume - neste item poderá ser definida a sensibilidade do microfone. Quanto menor for o número digitado maior será a capitação de ruídos sutis.

Delay - neste item poderá ser alterada a velocidade do processo de varredura ou seja, quanto maior for o número digitado, mais vagarosamente a luminosidade vermelha percorrerá o menu.

Não existe um número ideal para cada item. O usuário terá que perceber quais são os valores que devem ser digitados para atender suas necessidades específicas. Após a digitação do número em cada item, deve-se pressionar a tecla Enter.

Após a configuração do programa será apresentado o seguinte menu:




Esta tela oferece as seguintes possibilidades:

Realizar um clique - Clicar

Movimentar o cursor do mouse na tela - Sobe, Desce, Esquerda, Direita

Abrir um outro menu onde é possível dar outros tipos de clique (ex. clique duplo, clique com o botão da direita do mouse...) - Realizar outros cliques.
Tornar o movimento do mouse mais rápido - Mouse rápido

Abrir um outro menu onde é possível controlar detalhes da exibição da janela que está sendo usada (ex.: tamanho da janela, movimentação do conteúdo da janela para cima ou para baixo...) - Comanda janela

Abrir um outro menu onde é possível a digitação de textos - Digita

Esconder o menu - Visualiza

Para saber mais sobre o projeto e download do programa acesse:  MicroFenix

O USO DE BRINQUEDOS E JOGOS NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

A intervenção psicopedagóglca veio introduzir uma contribuição mais rica no enfoque pedagógico. O processo de aprendizagem da criança é compreendido como um processo pluricausal, abrangente, implicando componentes de vários eixos de estruturação: afetivos, cognitivos, motores, sociais, econômicos, políticos etc. A causa do processo de aprendizagem, bem como das dificuldades de aprendizagem, deixa de ser localizada somente no aluno e no professor e passa a ser vista como um processo maior com inúmeras variáveis que precisam ser apreendidas com bastante cuidado pelo professor e psicopedagogo.

É preciso que o professor ou pslcopedagogo também altere a sua forma de conceber o processo de ensino-aprendizagem. Ele não é um processo linear e contínuo que se encaminha numa única direção, mas, sim, multifacetado, apresentando paradas, saltos, transformações bruscas etc. O processo de ensino-aprendizagem inclui também a não-aprendizagem. Ou seja, a não-aprendizagem não é uma exceção dentro do processo de ensino-aprendizagem, mas se encontra estreitamente vinculada a ele. O aluno (aprendente, em termos de psicopedagogia) pode se recusar a aprender em um determinado momento. O chamado fracasso escolar não é um processo excepcional que ocorre no sentido contrário ao processo de ensino-aprendizagem. Constitui, sim, exatamente a outra face da mesma moeda, o seu lado inverso. O saber e o não-saber estão estreitamente vinculados. O não-saber se tece continuamente com o saber. Com isto queremos dizer que o processo de ensino-aprendizagem, do ponto de vista pslcopedagógico, apresenta sempre uma face dupla: de um lado a aprendizagem e do outro a não-aprendizagem.